
História de Garça
Em 1916 noticiou-se que o Sr. Dr. Labieno da Costa Machado adquiria ou já era possuidor de uma gleba de terra na região, e se propunha a reivindicá-la e demarcá-la. Essas terras estavam situadas no espigão do peixe à margem esquerda do Tibiriçá. Aqui há uma dúvida na denominação dos rios. Pelo instituto Geográfico e Geológico , o ribeirão da Garça atual será o mesmo Rio do Peixe e o que chamamos de Peixe será o Ribeirão Alegre. Tanto mais além da rumorosa contenda judicial pela reivindicação do Dr. Labieno, o qual acabou vencendo no supremo tribunal, surgiram novas reivindicações, pelo Dr. Azzoni e outros, com base de que o Ribeirão de Garça é o próprio Peixe.
Em 1918, de fato, Dr. Labieno aportava as terras com uma grande caravana, abrindo nessa ocasião as picadas. Era sertania fechada. Daí em diante ininterruptamente prosseguira no seu trabalho de desbravamento.
Não será necessário encarecer a verdadeira luta travada contra as dificuldades, os obstáculos, no abrimento daquelas terras. A água era procurada à distância, transportada em lombo de burro. O acesso ao comércio mais próximo para o abastecimento era Campos Novos e, depois, Presidente Alves, nas distâncias de 76Km e 42Km, respectivamente.
A fauna era, então, riquíssima, não faltando as “pardas” e “pintadas”, que à noite rondavam as arranchações provisórias, pondo em sobressalto os trabalhadores com os fortes uivos. O que se falava também era a presença de índios, mas é afastada a hipótese, sendo mais certo algumas incursões pelos guaranys ou caingangs, de Araribá ou Biriguy.
Em 1921 e 1922 já haviam lotes cortados, à venda.
Em 1922 e 1923 se construíram alguns ranchos onde seria a cidade, construções de pau a pique seguindo-se outras de tábua.
Iniciava-se a instalação de uma serraria. Ergueu-se uma capelinha em louvor de Nª Sª das Vitórias. Abria-se um hotelzinho–pensão, um armazenzinho e um botequim. O Armazém era de propriedade de dois irmãos, mas quem girava os negócios era a mulher, que a chamavam de “Alemoa”. O hoteleiro, para evitar impostos, costumava dizer que ali não era hotel: “vendia” feijãozinho cozido, para servir o “povo” - assim dizia ele quando desconfiava que o hóspede fosse um fiscal.
Em 4 de Outubro de 1924, inaugurou-se a primeira rua, hoje Avenida Faustina, da vila que se fundava.
Houve uma grande festa religiosa. Ao contrário de que se esperava houve mais ordem, embora se dissesse, em geral, que a maioria dos forasteiros eram criminosos foragidos, valentões, etc.
A propósito, dessa festa convém lembrar uma parte humorística. O senhor Colombani, morando em Presidente Alves, trouxe uma sorveteria manual. Aliás era a segunda vez. Mas desta feita não encontrou água fácil. As cisternas existentes estavam em quintais fechados, devido ao povo que as invadia. Como chovia, ele, às escondidas, colheu água da enxurrada, a mais limpa. Estava batendo o sorvete quando uma velha caipira ao ver disse ao marido: -“que gostosura, João; o sorvete é de chocolate”. Ah! O Colombani nunca mais procurou água limpa e nem usou fruta, leite ou essência. Preferiu fazer sorvete de chocolate (água de enxurrada e açúcar mascavo).
Evidente que trata-se de uma piada da época.
Em 1925 foi criado o distrito de paz. Não se tem conhecimento da data da criação do distrito policial.
O primeiro escrivão de paz foi o Sr. Telêmaco Fernandes. O primeiro casamento foi o do Sr. Marcolino Pereira; o primeiro óbito foi o de Manoel Antônio, filiação ignorada, e o primeiro registro de nascimento foi de Gertrudes, filha de Alonso Manzano e D. Maria Carrascose.
A sede do município era Campos Novos do Paranapanema, comarca de Assis.
Em 1926, Carlos Ferrari, que formava uma fazenda de café do lado direito do espigão Peixe, então pertencente a Cafelândia (Comarca de Pirajuí), loteou uma gleba vendendo a Cr$ 200,00 o lote 10x30, a longo prazo. Esse patrimônio teve seu desenvolvimento bem mais rápido que Labienópolis e dominava-se Ferrarópolis.
Começou a rivalidade entre ambos. O morador de um corria perigo se atravessasse a divisa que era o leito da futura linha férrea. Era briga na certa.
Também o Cel. Antônio Carvalho Barros loteava sua vila, denominada Barrópolis, embora de menor aceitação.
Em virtude dos três patrimônios, a localidade era conhecida por “Treis Unidos”, muito embora o Dr. Labieno forçasse desde então para que a denominação fosse Garça, desprezando mesmo a homenagem que se lhe rendia – Labienópolis. Sim, porque estávamos em 1927 e já se falava na criação do município.
A razão do nome de Garça, desejado pelo Dr. Labieno, assim era explicado pelo menos pelos que não se simpatizavam com esse cidadão.
A versão ou boato, era que o Dr. Labieno “grilara” as terras.
O rio que exista era o Peixe mas que se ele assim o reconhecesse, não lhe dava direito, contradizia os seus documentos. Então para ele deveria existir o Ribeirão da Garça.
Por falar em “grilara”, era voz corrente que a gleba de terra em questão da qual o Dr. Labieno se apossara, era um grande “grilo”. Houve questão judiciária. O certo é que o Dr. Labieno venceu a pendência judiciária no Supremo Tribunal Federal, muito embora demorasse 20 anos.
Em princípios de 1928, com mais o patrimônio da Cascata (Larópolis) de propriedade dos Lara Campos, a cidade se formava e também a luta partidária se esboçava (2 facções dentro do único partido que era o Partido Republicano Paulista).
A esse tempo era comum a visita à região do “Bando da Captura”, como era chamado no Gabinete de Investigações.
Era o terror dos homens da roça. Sim, porque necessariamente essa polícia, às vezes, cometia arbitrariedades. Mas o certo é que realmente fazia uma limpeza nos facínoras que escolhiam Garça para refúgio.
O que se sabe ao certo, a ação arbitrária alegada consistia mais em tomar armas dos “Caboclos”, os quais não se conformavam, mesmo porque, sendo sertão, tinham necessidade de andar armados.
Conta-se que os soldados da captura iam pelos botequins negociar armas. Enquanto um deles vendia um revólver, um outro ficava de fora e quando o adquirente saía era “revistado” e lá se ia o revólver. Tomava-se a arma. Dessa forma o revólver era vendido várias vezes no dia e no final apreendido novamente.""Labienópolis, sendo distrito policial, possuía sub-delegado, cuja sede da jurisdição era Campos Novos. Ferrarópolis, Barrópolis, e Larópolis eram apenas patrimônios, pertencentes a Cafelândia. Só em casos de crimes é que vinha autoridade de lá.
Nos trabalhos para a criação do município, dois “impasses” surgiram. O primeiro era a questão da sede. A gente de Ferrarópolis “torcendo” e o Dr. Labieno de outro lado. Outra era a questão do nome. Para obedecer a ordem do abecedário como era desejo da Paulista que assim pretendia para a suas estações caía a letra “H” ou “I”. Então se lembrou o nome de “Hispânico”, “Ibéria” e finalmente “Incas”. Esse foi o nome vencedor, tanto que se editou um jornal...(só saíram dois números), com o nome de “Correio de Incas”. Mas, o Dr. Labieno contava com força política junto ao Governo Júlio Prestes e na última hora impôs que o nome haveria de ser Garça.
Enquanto que perdia de outro lado, a sede, que passou a ser em Ferrarópolis, fixando-se também Piratininga, como sede da Comarca. Foi a lei nº 2.100, de 27 de Dezembro de 1928.
Entrementes, do período da criação do município até a instalação, que foi a 5 de maio de 1929, teve-se a mais agitada luta política daqueles tempos. O Dr. Labieno de um lado, contra os Barros, do outro.
Instalado o município e sua primeira Câmara em 05/05/1929, em um prédio de tábua da rua Prefeito Salviano (ex-Municipal e ex-Arabutã), sendo Juiz da Comarca de Piratininga o Dr. Justino Maria Pinheiro, a Câmara tendo como Presidente o Dr. Prudente Sampaio Netto, de acordo com a Constituição de então (1891) elegeu o primeiro Prefeito Sr. Antônio Augusto de Andrade Nogueira.
Trabalhador, demonstrando visão, pouco fez, entretanto, nesse ano, porque Cafelândia e Campos Novos, como iam perder o território, procuraram arrecadar o máximo do orçamento. Quase nada restou ao novo município.
No ano seguinte, 1930, a partir de Junho a tensão política nacional refletiu em prejuízo da vida administrativa do país. E em Outubro eclodiu a revolução e com a sua vitória contra o governo constituído desmantelou por completo a vida dos municípios, pelo menos até fins de 1931. Só se via decretos-leis e mais decretos-leis; medidas e mais medidas no sentido de ser encontrado “bandalheiras” nas Prefeituras; era experiência de administradores. A partir de 1931 começou, então, a desilusão de muitos dos vencedores da revolução.
Poderiam ter encontrado municípios sem progresso, alguns meio endividados, porém não delapidados por ninguém (a não ser alguma exceção).
Maio de 1932. Os acontecimentos desenrolados na capital quando foram barbaramente mortos Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, trouxeram a apreensividade geral do Estado. O sentimento ferido foi um facho aceso para a democracia e pelo brio regional. Já agora os próprios adeptos do movimento de 1930: os próprios homens levados ao poder pela revolução empunham a bandeira da liberdade política.
Em Julho de 1932, eclodiu a revolução constitucionalista. Como todos os municípios de São Paulo, Garça também se empregou naquele movimento.
Em 1935 uma comissão composta pelos senhores Dr. João Nouguês, Sebastião do Carmo Lima, Francisco Pereira de Mello Junior (estes também pela Associação Comercial); Nabor Silva e Otacílio Santos eram recebidos pelo Interventor Armando Salles de Oliveira sobre a criação da Comarca e que de fato se deu, sendo instalada em 12 de outubro desse mesmo ano.
Em 1936 houve a Constituição do novo governo legal municipal, sendo eleito Prefeito o senhor Dr. Hilmar Machado de Oliveira.
Garça parece que renasceu. Atividades de administração municipal, rasgando estradas e mais estradas e melhorando a cidade.
Em 1916 noticiou-se que o Sr. Dr. Labieno da Costa Machado adquiria ou já era possuidor de uma gleba de terra na região, e se propunha a reivindicá-la e demarcá-la. Essas terras estavam situadas no espigão do peixe à margem esquerda do Tibiriçá. Aqui há uma dúvida na denominação dos rios. Pelo instituto Geográfico e Geológico , o ribeirão da Garça atual será o mesmo Rio do Peixe e o que chamamos de Peixe será o Ribeirão Alegre. Tanto mais além da rumorosa contenda judicial pela reivindicação do Dr. Labieno, o qual acabou vencendo no supremo tribunal, surgiram novas reivindicações, pelo Dr. Azzoni e outros, com base de que o Ribeirão de Garça é o próprio Peixe.
Em 1918, de fato, Dr. Labieno aportava as terras com uma grande caravana, abrindo nessa ocasião as picadas. Era sertania fechada. Daí em diante ininterruptamente prosseguira no seu trabalho de desbravamento.
Não será necessário encarecer a verdadeira luta travada contra as dificuldades, os obstáculos, no abrimento daquelas terras. A água era procurada à distância, transportada em lombo de burro. O acesso ao comércio mais próximo para o abastecimento era Campos Novos e, depois, Presidente Alves, nas distâncias de 76Km e 42Km, respectivamente.
A fauna era, então, riquíssima, não faltando as “pardas” e “pintadas”, que à noite rondavam as arranchações provisórias, pondo em sobressalto os trabalhadores com os fortes uivos. O que se falava também era a presença de índios, mas é afastada a hipótese, sendo mais certo algumas incursões pelos guaranys ou caingangs, de Araribá ou Biriguy.
Em 1921 e 1922 já haviam lotes cortados, à venda.
Em 1922 e 1923 se construíram alguns ranchos onde seria a cidade, construções de pau a pique seguindo-se outras de tábua.
Iniciava-se a instalação de uma serraria. Ergueu-se uma capelinha em louvor de Nª Sª das Vitórias. Abria-se um hotelzinho–pensão, um armazenzinho e um botequim. O Armazém era de propriedade de dois irmãos, mas quem girava os negócios era a mulher, que a chamavam de “Alemoa”. O hoteleiro, para evitar impostos, costumava dizer que ali não era hotel: “vendia” feijãozinho cozido, para servir o “povo” - assim dizia ele quando desconfiava que o hóspede fosse um fiscal.
Em 4 de Outubro de 1924, inaugurou-se a primeira rua, hoje Avenida Faustina, da vila que se fundava.
Houve uma grande festa religiosa. Ao contrário de que se esperava houve mais ordem, embora se dissesse, em geral, que a maioria dos forasteiros eram criminosos foragidos, valentões, etc.
A propósito, dessa festa convém lembrar uma parte humorística. O senhor Colombani, morando em Presidente Alves, trouxe uma sorveteria manual. Aliás era a segunda vez. Mas desta feita não encontrou água fácil. As cisternas existentes estavam em quintais fechados, devido ao povo que as invadia. Como chovia, ele, às escondidas, colheu água da enxurrada, a mais limpa. Estava batendo o sorvete quando uma velha caipira ao ver disse ao marido: -“que gostosura, João; o sorvete é de chocolate”. Ah! O Colombani nunca mais procurou água limpa e nem usou fruta, leite ou essência. Preferiu fazer sorvete de chocolate (água de enxurrada e açúcar mascavo).
Evidente que trata-se de uma piada da época.
Em 1925 foi criado o distrito de paz. Não se tem conhecimento da data da criação do distrito policial.
O primeiro escrivão de paz foi o Sr. Telêmaco Fernandes. O primeiro casamento foi o do Sr. Marcolino Pereira; o primeiro óbito foi o de Manoel Antônio, filiação ignorada, e o primeiro registro de nascimento foi de Gertrudes, filha de Alonso Manzano e D. Maria Carrascose.
A sede do município era Campos Novos do Paranapanema, comarca de Assis.
Em 1926, Carlos Ferrari, que formava uma fazenda de café do lado direito do espigão Peixe, então pertencente a Cafelândia (Comarca de Pirajuí), loteou uma gleba vendendo a Cr$ 200,00 o lote 10x30, a longo prazo. Esse patrimônio teve seu desenvolvimento bem mais rápido que Labienópolis e dominava-se Ferrarópolis.
Começou a rivalidade entre ambos. O morador de um corria perigo se atravessasse a divisa que era o leito da futura linha férrea. Era briga na certa.
Também o Cel. Antônio Carvalho Barros loteava sua vila, denominada Barrópolis, embora de menor aceitação.
Em virtude dos três patrimônios, a localidade era conhecida por “Treis Unidos”, muito embora o Dr. Labieno forçasse desde então para que a denominação fosse Garça, desprezando mesmo a homenagem que se lhe rendia – Labienópolis. Sim, porque estávamos em 1927 e já se falava na criação do município.
A razão do nome de Garça, desejado pelo Dr. Labieno, assim era explicado pelo menos pelos que não se simpatizavam com esse cidadão.
A versão ou boato, era que o Dr. Labieno “grilara” as terras.
O rio que exista era o Peixe mas que se ele assim o reconhecesse, não lhe dava direito, contradizia os seus documentos. Então para ele deveria existir o Ribeirão da Garça.
Por falar em “grilara”, era voz corrente que a gleba de terra em questão da qual o Dr. Labieno se apossara, era um grande “grilo”. Houve questão judiciária. O certo é que o Dr. Labieno venceu a pendência judiciária no Supremo Tribunal Federal, muito embora demorasse 20 anos.
Em princípios de 1928, com mais o patrimônio da Cascata (Larópolis) de propriedade dos Lara Campos, a cidade se formava e também a luta partidária se esboçava (2 facções dentro do único partido que era o Partido Republicano Paulista).
A esse tempo era comum a visita à região do “Bando da Captura”, como era chamado no Gabinete de Investigações.
Era o terror dos homens da roça. Sim, porque necessariamente essa polícia, às vezes, cometia arbitrariedades. Mas o certo é que realmente fazia uma limpeza nos facínoras que escolhiam Garça para refúgio.
O que se sabe ao certo, a ação arbitrária alegada consistia mais em tomar armas dos “Caboclos”, os quais não se conformavam, mesmo porque, sendo sertão, tinham necessidade de andar armados.
Conta-se que os soldados da captura iam pelos botequins negociar armas. Enquanto um deles vendia um revólver, um outro ficava de fora e quando o adquirente saía era “revistado” e lá se ia o revólver. Tomava-se a arma. Dessa forma o revólver era vendido várias vezes no dia e no final apreendido novamente.""Labienópolis, sendo distrito policial, possuía sub-delegado, cuja sede da jurisdição era Campos Novos. Ferrarópolis, Barrópolis, e Larópolis eram apenas patrimônios, pertencentes a Cafelândia. Só em casos de crimes é que vinha autoridade de lá.
Nos trabalhos para a criação do município, dois “impasses” surgiram. O primeiro era a questão da sede. A gente de Ferrarópolis “torcendo” e o Dr. Labieno de outro lado. Outra era a questão do nome. Para obedecer a ordem do abecedário como era desejo da Paulista que assim pretendia para a suas estações caía a letra “H” ou “I”. Então se lembrou o nome de “Hispânico”, “Ibéria” e finalmente “Incas”. Esse foi o nome vencedor, tanto que se editou um jornal...(só saíram dois números), com o nome de “Correio de Incas”. Mas, o Dr. Labieno contava com força política junto ao Governo Júlio Prestes e na última hora impôs que o nome haveria de ser Garça.
Enquanto que perdia de outro lado, a sede, que passou a ser em Ferrarópolis, fixando-se também Piratininga, como sede da Comarca. Foi a lei nº 2.100, de 27 de Dezembro de 1928.
Entrementes, do período da criação do município até a instalação, que foi a 5 de maio de 1929, teve-se a mais agitada luta política daqueles tempos. O Dr. Labieno de um lado, contra os Barros, do outro.
Instalado o município e sua primeira Câmara em 05/05/1929, em um prédio de tábua da rua Prefeito Salviano (ex-Municipal e ex-Arabutã), sendo Juiz da Comarca de Piratininga o Dr. Justino Maria Pinheiro, a Câmara tendo como Presidente o Dr. Prudente Sampaio Netto, de acordo com a Constituição de então (1891) elegeu o primeiro Prefeito Sr. Antônio Augusto de Andrade Nogueira.
Trabalhador, demonstrando visão, pouco fez, entretanto, nesse ano, porque Cafelândia e Campos Novos, como iam perder o território, procuraram arrecadar o máximo do orçamento. Quase nada restou ao novo município.
No ano seguinte, 1930, a partir de Junho a tensão política nacional refletiu em prejuízo da vida administrativa do país. E em Outubro eclodiu a revolução e com a sua vitória contra o governo constituído desmantelou por completo a vida dos municípios, pelo menos até fins de 1931. Só se via decretos-leis e mais decretos-leis; medidas e mais medidas no sentido de ser encontrado “bandalheiras” nas Prefeituras; era experiência de administradores. A partir de 1931 começou, então, a desilusão de muitos dos vencedores da revolução.
Poderiam ter encontrado municípios sem progresso, alguns meio endividados, porém não delapidados por ninguém (a não ser alguma exceção).
Maio de 1932. Os acontecimentos desenrolados na capital quando foram barbaramente mortos Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, trouxeram a apreensividade geral do Estado. O sentimento ferido foi um facho aceso para a democracia e pelo brio regional. Já agora os próprios adeptos do movimento de 1930: os próprios homens levados ao poder pela revolução empunham a bandeira da liberdade política.
Em Julho de 1932, eclodiu a revolução constitucionalista. Como todos os municípios de São Paulo, Garça também se empregou naquele movimento.
Em 1935 uma comissão composta pelos senhores Dr. João Nouguês, Sebastião do Carmo Lima, Francisco Pereira de Mello Junior (estes também pela Associação Comercial); Nabor Silva e Otacílio Santos eram recebidos pelo Interventor Armando Salles de Oliveira sobre a criação da Comarca e que de fato se deu, sendo instalada em 12 de outubro desse mesmo ano.
Em 1936 houve a Constituição do novo governo legal municipal, sendo eleito Prefeito o senhor Dr. Hilmar Machado de Oliveira.
Garça parece que renasceu. Atividades de administração municipal, rasgando estradas e mais estradas e melhorando a cidade.
DESPERTO O GRANDE ORGULHO DE SER UM CIDADÃO GARCENSE!!!
LUCIANO GONÇALVES
